Escolas da Série Ouro agitam primeiro dia de desfiles na Sapucaí
- Nayra Cezari

- há 2 dias
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Agremiações abriram a disputa pelo acesso ao Grupo Especial, enquanto Terreirão do Samba e o carnaval de rua animaram a sexta-feira de folia pela cidade.
O primeiro dia de desfiles das Escolas de Samba da Série Ouro no Carnaval 2026 movimentou a Marquês de Sapucaí, nesta sexta-feira (13/02). Abrindo a disputa pela vaga no Grupo Especial, desfilaram Unidos do Jacarezinho, Inocentes de Belford Roxo, União do Parque Acari, Unidos de Bangu, Unidos de Padre Miguel, União da Ilha do Governador e Acadêmicos de Vigário Geral, com enredos marcados pela diversidade cultural, ancestralidade, valorização da música e da identidade brasileira.
Unidos do Jacarezinho

A primeira escola da noite foi a Unidos do Jacarezinho, homenageando o cantor e compositor Xande de Pilares, que marcou presença em cima de um carro alegórico. Devido a contratempos durante a preparação para o carnaval, a agremiação teve dificuldades no reencontro com a passarela.
Inocentes de Belford Roxo

Logo em seguida, a Inocentes de Belford Roxo misturou o folclore pernambucano com influências russas, cordel e samba. A caçulinha da Baixada, como é carinhosamente conhecida, passou pela avenida sem problemas e mostrou muita determinação nos seus componentes.
União do Parque Acari

A terceira escola a desfilar pela avenida foi a União do Parque Acari, que apresentou o enredo “Brasiliana”, em homenagem ao grupo teatral homônimo, criado pelo ator brasileiro morto em 2025, Haroldo Costa.
Unidos de Bangu

Logo depois, emocionando a todos, a Unidos de Bangu celebrou a trajetória da cantora e compositora Leci Brandão, que desfilou na terceira alegoria da agremiação, chamada “Quilombo da Diversidade”.
Unidos de Padre Miguel

Um dos destaques da noite foi a Unidos de Padre Miguel. A agremiação, rebaixada do Grupo Especial em 2025, fez um belo desfile que provou estar à altura de sua ascensão à elite do Carnaval. Em um cortejo que misturou a tecnologia com as tradições indígenas, a escola trouxe a história de Clara Camarão, símbolo da resistência potiguar à invasão holandesa no século XVII. Entre muitas cores, luzes e uma forte sinergia entre componentes e público, a escola atravessou a passarela no tempo correto.
União da Ilha

A sexta escola a se apresentar foi a tradicional União da Ilha, trazendo reflexões filosóficas com o enredo “Viva o Hoje! O Amanhã? Fica Para Depois”. A insulana celebrou a existência com a hipótese de um fim do mundo, utilizando o cometa Halley como metáfora.
Acadêmicos de Vigário Geral

Para fechar a primeira noite de Sapucaí, a Acadêmicos de Vigário Geral fez jus à responsabilidade e apresentou um desfile vibrante. Com uma forte bateria, a escola trouxe o enredo “Brasil Incógnito - O Que Os Seus Olhos Não Veem, A Minha Imaginação Reinventa!”. A proposta foi traçar uma reinterpretação da identidade brasileira, ressignificando personagens da história colonial que foram vilanizados ao longo das décadas.
A noite foi marcada por temas que exaltaram trajetórias artísticas, espiritualidade, heranças afro-brasileiras, narrativas invisibilizadas da história do país e celebrações da alegria popular.
Terreirão do Samba

No Terreirão do Samba, a programação começou com Fabinho, que trouxe sucessos do samba e do pagode, seguido pela Velha Guarda Musical de Vila Isabel, que emocionou a plateia com clássicos que exaltam a tradição do gênero. Em clima de nostalgia e coro coletivo, o grupo Bokaloka colocou milhares de pessoas para cantar seus hits dos anos 1990, enquanto Suel encerrou a noite em alta voltagem, com um repertório repleto de canções românticas e dançantes, transformando o Terreirão em um grande baile a céu aberto.
Fonte: Riotur
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